
"O Enade vem aí, e eu com isso?"
Essa é a pergunta que grande parte dos estudantes convocados para o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade, vem se fazendo nas últimas semanas. Domingo, 8 de novembro, mais de um milhão de universitários de todo o país deixarão o conforto de seus lares para fazer uma prova no último dia de descanso do fim de semana. Se você mora na cidade de São Paulo e foi convocado para a avaliação, o desgaste pode ser ainda maior: não são poucos os paulistanos que terão de se deslocar por mais de 25 km até chegar ao local de prova. Tudo isso para um exame que não vale pra nenhuma seleção e não conta nota em disciplina alguma no ensino superior. Mas calma lá, porque não é bem assim.
Pra começar, quem foi selecionado para o exame e não comparecer fica sem diploma. E, o mais importante, o Enade é uma ferramenta para avaliar a qualidade dos cursos superiores, particulares e públicos, do país. Mais do que isso, avalia quanto o aluno aprendeu durante sua formação acadêmica, já que avalia o aluno em seu primeiro e último ano de faculdade. É claro que alguns métodos do exame precisam ser aprimorados, como analisou o economista Claudio Moura de Castro em seu artigo: "Quem entendeu a nova avaliação do ensino?".
Se ainda há muito a ser ajustado, por outro lado, o próprio Enade é uma evolução de uma antiga avaliação, o "Provão". Mesmo insuficiente, a iniciativa do MEC de medir o nível do ensino superior brasileiro é das mais importantes. Por meio dos resultados da prova e do questionário socioeconômico, pode-se traçar novas políticas para melhorar o ensino de nossas universidades.
Ao fazer a prova neste domingo, esqueça o discurso ufanista daquela professora que destacou a importância de fazer com seriedade o Enade para valorizar a instituição onde você estuda. A melhoria da Educação é uma causa bem mais nobre do que a simples apreciação de seu diploma. Uma avaliação como essa pode servir, inclusive, pra expor fragilidades que desagradam os alunos. Mas, para isso, é preciso levar a prova à sério.
(Por Camilo Gomide, estudante do último ano de Jornalismo que também prestará o Enade no fim de semana)
Leia também: Por dentro do Enade
13/11/2009 - 11:46
Lauri Winck - Sou de Três Passos - io Grande do sul. Eu e alguna colegas fomos convocados a prestar a prova deo ENADE em Maringá, norte do Paraná (1485 Km ida e volta), isso é justo? a quem recorer pra reaver as despesas q tivemos? de quem é a culpa. Recebemos a convocação nas nossas casas, então o endereço de onde moramos, eles tem. E como entender o fato de que outros colegas prestaram a prova pertinho daqui???? Me parece que lguem teria q responder por essas coisas.Grato
11/11/2009 - 13:29
Luiza Miguel - Quando sai o gabarito do Enad
10/11/2009 - 00:29
andrea - Eu não fiz, vou ser prejudicada? Estou no primeiro ano de econimia.
09/11/2009 - 16:44
Edson Machado - A maior reclamação dos alunos que prestaram o Enade foi a distância do local de prova. Muitos tiveram de se deslocar por mais de 40 km, perderam-se no caminho e, alguns, perderam até a prova. A pergunta que fica é como se empenhar pra uma avaliação como o Enade em condições tão ruins como essa? A péssima logística dos locais de prova é um insulto! Alguém mais sofreu com isso?
08/11/2009 - 20:01
José S Santos - A iniciativa é interessante, porém não consigo compreender como que avaliam um estudante do primeiro ano de um determinado curso, com outro estudante formando do mesmo curso, sendo que a prova é de conteúdos idênticos
07/11/2009 - 10:10
Thiago Ribeiro Arantes - Local de prova



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