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O sistema de progressão continuada, adotado por escolas públicas, é alvo de muita polêmica. Nesse sistema, a aprovação ou não do aluno só acontece ao final dos ciclos, e não a cada ano (exceto por faltas). Os críticos reclamam que esse modelo tira poder do professor e favorece os alunos acomodados. A maioria dos especialistas acredita, no entanto, que a progressão continuada traz mais vantagens do que desvantagens. O que precisa é ser aperfeiçoada. Confira os motivos dos defensores desse modelo.
1. Respeita o ritmo de cada um: seu filho e a filha da vizinha nasceram na mesma época, mas começaram a andar com idades diferentes, certo? Por que, então, eles têm de aprender matemática do mesmo jeito e na mesma velocidade? A educadora Zoraide Faustinoni explica que esse respeito não significa abandonar a criança. Ao contrário. A idéia é ensiná-la de um jeito que ela realmente aprenda.
2. Sucesso em países avançados: a progressão continuada é uma fórmula de sucesso no Japão, na Suécia e na Noruega, países com nível de educação altíssimo.
3. Fortalece a parceria professor aluno: barrar o aluno que não atingiu a meta da escola no final do ano é o mesmo que dizer que seu esforço não adiantou nada. 'Também é um jeito de o professor lavar as mãos', diz Zoraide. Com os ciclos, professor e alunos caminham juntos o tempo todo e fica mais fácil perceber quem não consegue aprender a matéria e por quê. Às vezes, o que precisa ser alterado é o jeito de transmitir os conteúdos.
4. Preserva a auto-estima: repetência pouco ajuda para fazer o aluno se empenhar mais no ano seguinte. Na verdade, abala a auto-estima da criança, gera revolta e faz muitas crianças abandonarem a escola.
5. O sistema está sendo aperfeiçoado: em São Paulo, por exemplo, as escolas passarão a ter uma avaliação intermediária em cada ciclo, no 3° e no 7° anos. O governo também promete enfatizar a recuperação.