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PRODUTIVIDADE

Como garantir a aprovação dos seus alunos

Para isso, é preciso montar um grupo de apoio pedagógico para acelerar a aprendizagem daqueles que ainda estão com mais dificuldade


Nova-Escola

01/09/2007 17:50

Texto
Roberta Bencini

Foto: Tatiana Cardeal
Foto: EMEF Governador Mario Covas

Márcia Rodrigues Cardoso de Souza, professora, com seus alunos da EMEF Governador Mario Covas

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É possível garantir que todos os seus alunos aprendam os conteúdos previstos - e sejam aprovados no fim do ano. E nem é preciso fazer mágica. Basta organizar grupos de apoio pedagógico que ofereçam às crianças e aos jovens com mais dificuldades o suporte necessário para que eles avancem conforme o esperado. A chave é proporcionar a atenção individualizada em turmas menores. Muitas redes de ensino disponibilizam professores eventuais para essa missão. Outras programam as atividades de reforço desde o início do primeiro semestre. Veja os cinco passos fundamentais para garantir a aprovação da garotada.

 

Um diagnóstico preciso das necessidades de aprendizagem de cada um dos estudantes

Na EMEF Governador Mario Covas em Campo Limpo (SP), as regentes fazem diagnósticos individuais apurados. Na sala dos professores, uma grande tabela aponta a situação de cada um, conforme os níveis de conhecimento. Toda a equipe acompanha a evolução e sugere atividades. No grupo de apoio, Márcia Rodrigues Cardoso de Souza, professora das 1ª séries, realiza trabalhos alternativos aos propostos na sala regular. Assim, ela dá novas opções para as crianças construírem suas hipóteses e descobrirem seus caminhos rumo à alfabetização.

 

Um programa de seqüências de atividades referentes aos conteúdos (diferentes das feitas na sala regular)

A EE Comendador Mário Dedini, em Piracicaba (SP) tem experiência com grupos de apoio formados pelos próprios professores. Todo ano, alguns assumem a função de garantir que nenhum estudante fique para trás. Em 2007, a tarefa coube a Marilda Fátima Vitti Quartarolo e Gisela Rosalem. Todo o trabalho, realizado duas vezes por semana no contraturno, era acompanhado de perto pela coordenadora pedagógica Daniela Cristina Guion Moreira, que sugeria intervenções (leitura em voz alta, escrita de textos memorizados, lista de nomes e objetos, caça-palavras e jogo de cartas) e o uso de recursos como textos e jogos.

Marilda e Gisela sabem que não faz sentido empregar as mesmas estratégias já usadas na sala regular – sem efeito. Variar o cardápio de modo a apresentar desafios apropriados para cada estudante é a grande dificuldade (aliás, comum a muitos professores). “Dedicava um bom tempo a planos de aula diferentes e individualizados”, diz Marilda.

 


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