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Educar para crescer

PROFESSOR

5 ações que diminuem a rotatividade

A rotatividade pode ser extremamente prejudicial para a escola. Com pequenas ações, é possível evitar a perda constante de profissionais


Educar

11/09/2008 17:07

Texto
Cynthia Costa e Juliana Bernardino

Foto: Stock
Porta entreaberta

O entra-e-sai de professores nas escolas prejudica a qualidade do ensino

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O ano letivo está em curso, e ainda mal chegou ao segundo semestre. O professor de uma escola muda-se de cidade, adoece, ou simplesmente pára de trabalhar. Essa vaga precisa ser reposta, então um novo profissional é chamado para ocupá-la. Acontece que ele também estava trabalhando, mas, como a nova escola oferece melhores condições de trabalho, resolve fazer a troca. 

Essa situação não é das mais raras nas escolas atualmente. Aliás, o Brasil, comparado com países desenvolvidos sob o ponto de vista educacional, apresenta índices altíssimos de rotatividade de professores. Mas isso pode ser prejudicial? Em que sentido? Maria Marcia Malavasi, professora da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenadora associada do curso de Pedagogia da mesma universidade, está certa de que sim. “A alta rotatividade de professores pode prejudicar o ensino, a escola, seu projeto político-pedagógico e os estudantes, que são a razão maior da existência da escola”, comenta. Para ela, o que pode definir uma alta rotatividade é o tempo de permanência de profissionais na escola, sendo dois anos o tempo mínimo que ele precisaria se estabelecer nela, a fim de se consolidar naquele ambiente, desenvolver projetos afinados à proposta pedagógica e se fixar como profissional.

A boa notícia é que, sim, é possível reduzir o alto fluxo de saída de professores. Para Heloísa Lück, diretora educacional do Centro de Desenvolvimento Humano Aplicado (CEDHAP), com sede em Curitiba, PR, e autora de livros pela Editora Vozes (sendo o mais recente “Liderança em Gestão Escolar”), o correto é buscar essa redução com o apoio dos Sistemas Municipais de Ensino, a partir de pesquisas. “Precisa-se chegar às escolas e descobrir por que existe a rotatividade? Quando existe? Como diminuir? E, então, propor ações bem informadas que solucionem o problema com base na realidade”, defende a também consultora.

Partindo-se do princípio de que a rotatividade se deve à liberdade de ação das pessoas, ela nunca vai deixar de existir. “O que é bom, pois nem sempre ela é negativa. O que precisa é mantê-la num nível adequado, que não represente perdas para a escola e, sobretudo, para a vida estudantil”, acredita Heloísa.

Rosângela Odete de Souza Alves, diretora da escola Cidadão do Amanhã, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, PR, concorda com a idéia de que a mudança em si é benéfica. “É preciso renovar. Quando se fica muito tempo na mesma função, a tendência é repetir o passado e perder a ousadia e a criatividade”.

Acompanhe a seguir quais ações essas três importantes educadoras propuseram e que podem ajudar gestores a reduzir as taxas de rotatividade em suas escolas. 

1. Garantir boas condições de trabalho
2. Valorizar o trabalho do professor
3. Investir na equipe de docentes
4. Ficar de olho nos projetos pessoais de cada professor
5. Preservar os momentos de lazer na escola 

 


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