Quase 2,5 milhões de estudantes das redes públicas e particulares do Estado de São Paulo vão fazer o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) a partir desta terça (17) até quinta (19). Ao todo, serão avaliados 2.474.817 estudantes: 1.780.122 de escolas estaduais, 625.950 de escolas municipais e 68.745 de escolas particulares. O Saresp é um dos indicadores que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp).
Os resultados do Idesp de 2008 revelaram um avanço significativo no ensino fundamental e médio das instituições públicas do estado. De acordo com o índice, 80,8 % das escolas estaduais evoluíram e 71,4 % delas atingiram todas as metas. O resultado é animador e mostra que o Saresp tem colhido bons frutos.
Mais do que avaliar as escolas, o Saresp ajuda a monitorar e a traçar planos e metas para o ensino das escolas públicas paulistas. "Com base nos resultados do Saresp as equipes das escolas podem aprimorar seus projetos pedagógicos e enfrentar os problemas identificados na avaliação, para que seja possível aprimorar a aprendizagem dos alunos.", diz Maria Helena Guimarães, ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo, criadora da avaliação.
A partir de 2008 o Saresp foi incrementado e passou a nortear a grade curricular de todas as instituições estaduais de São Paulo. Uma das conseqüências dessa medida é reduzir a defasagem dos alunos. É o que atesta Aparecida Deise Tamous, diretora da escola de 1ª a 4ª série Dr Luis Arrobas Martins, que teve a 2ª maior nota no Saresp. "Muitos alunos não chegavam ao fim de cada ciclo sabendo o que deveriam. Com o diagnóstico do Saresp, conseguimos reduzir bastante o número de alunos defasados.", afirma. A referência da avaliação, no entanto, só tem efeito quando o trabalho é bem aproveitado. "O Saresp é uma bússola, nos indica o caminho. Mas a responsabilidade de desenvolver as habilidades nos alunos é nossa. Esse processo de construção do conhecimento é uma prerrogativa da equipe pedagógica da escola", defende.
Mesmo com todo esse progresso no rendimento escolar o desafio ainda é grande. Basta lembrar que a média das escolas paulistas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 4 - a nota considerada boa pelos especialistas é 6. Uma boa medida para melhorar esse quadro é usar avaliações como o Saresp e aliar o trabalho nas escolas à participação efetiva dos pais. "Superamos nossa meta de 2008, que era 5,97, atingindo a nota 6,37. Foi um trabalho de equipe entre todos da coordenação, professores e os pais. No início, foi difícil atrair a comunidade, mas hoje todos ficam felizes e orgulhosos com a escola", comemorou Edy Baldassi, diretora da escola Prof.ª Blanca Zwicker Simões, que tirou a nota mais alta no Saresp 2008.
O engajamento da família é fundamental. Além da prova, pais e alunos têm de responder um questionário socioeconômico e sobre suas expectativas em relação às escolas. O objetivo é traçar um perfil detalhado da situação social, econômica e cultural das famílias dos alunos da rede estadual.
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